Editorial

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JORNAL PROVÍNCIA CENTRO OESTE.

21/10/2021

O Brasil caminha em passos longos para o abismo da impunidade.

Se os Brasileiros ainda se sentem seguro é por saber que o Ministério Público ainda não tem interferência política.

Uma das pautas mais indecente e fere a moral ética do Brasil, é a votação na Câmara Federal que quer definir a interferência política no Ministério Público.

Eu Carlos Ferreira pergunto que tipo de nação pretende ser. Anda infelizmente, um tanto esquecida, ainda que por razões incompreensíveis os políticos que defendem a corrupção.

E parte dos que ainda se lembram dela, lamentavelmente, anda disposta a miná-la. Falamos, é claro, do combate à corrupção, que em outras épocas levou milhões de brasileiros às ruas, foi tema decisivo em eleições recentes, mas que perdeu ímpeto no imaginário popular, substituído por outras prioridades enquanto está sendo enfraquecido nos corredores de Brasília por parlamentares que respondem processos criminais por corrupção.

É verdade que temos uma pandemia cruel ainda a vencer, e uma economia repleta de problemas, como o desemprego ainda em níveis altíssimos, uma inflação fora de controle e um câmbio bastante desvalorizado – consequências da pandemia propriamente dita, mas também do descontrole no gasto público. Pode soar estranho, ou até irreal, falar de corrupção e se preocupar com ela quando se está batalhando por um trabalho, contando o dinheiro para as compras do mês ou lutando pela própria vida, ou a de parentes ou a de amigos. É compreensível que, no momento atual, o combate à corrupção possa não ser a prioridade de muitos brasileiros; no entanto, isso não pode servir de desculpa para os homens públicos e formadores de opinião, para quem o assunto precisa, sim, permanecer no alto da lista de temas cruciais para o desenvolvimento da nação.

Nós brasileiros não podemos aceitar interferência política no poder judiciário e no Ministério Público.

No Brasil 87% dos políticos respondem processos.

Os corruptores, os corruptos e aqueles que, de uma forma ou de outra, cooperam com a impunidade levam o país à degradação material e moral.

Hoje o brasileiro passa pela maior crise alimentar do mundo. Com os preços abusivos, levando uma grande parte da população a miséria total, sem alimentos.

O nosso Parlamento, ao invés de fazer projetos emergências para combater os altos preços de alimentos, está determinado a intervir politicamente no Ministério Público que leva para prisão políticos e servidores públicos, diariamente.

O Ministério Público precisa continuar isento da política e dos políticos.

Queremos parabenizar todos os promotores públicos do Brasil pelos trabalhos prestados a população Brasileira.

Interferência Jamais!

Somos contra a interferência política no Poder Judiciário e no Ministério Público.

 

Carlos Ferreira.

Jornalista & Colunista.

DRT 0012376/DF

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