Editorial

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A Lava Jato e os políticos e políticas municipais.

Hoje nos deparamos com desencontro e desentendimento entre os Poderes Judiciais.

Onde se deveria guardar a competência dos competentes Juízes guardiões dos bons costumes da sociedade, organizada e regida por leis.

Hoje o que se vê é a degradação, na mais alta corte do Brasil.

Jogando para o ralo bilhões que foram gastos com a operação Lava Jato – trabalhos realizados para investigar e prender os poderosos.

Numa simples reunião todos os presos foram soltos.

E mostrando que a impunidade reina sobre a sociedade.

Ninguém mais aceita ser calado, ninguém mais quer ouvir contrariado e aplaudir, ninguém mais quer que decidam por si o que pode e o que não pode ser dito. Ninguém? Cada vez menos gente. É um tempo de algaravia, mas dessas vozes todas tem saído uma geração de poetas – e, a rigor, talvez devesse dizer: especialmente de poetas mulheres – cuja força é rara, múltipla, admirável. Leia e confirme.

Desde sempre, antologias, prêmios, editais, eventos e catálogos literários são objeto de críticas pesadas, mas os gritos vinham normalmente da arquibancada dos descontentes, que em quase nada diferiam – social, cultural, econômica e politicamente – dos contentes incluídos. De uns tempos pra cá, entretanto, vejo um grande avanço: a disputa em torno dos espaços ocupados pela poesia é cada vez mais pautada por critérios de democratização que temos discutido em outras esferas da vida. E creio que é por isso que o debate sobre poesia cada vez mais se confunde com o debate político em geral, entrecruzando seus temas e impasses. Poeta e poema estão sobre a mesa para um escrutínio que transcende o literário. E não depende dos poetas a decisão sobre serem lidos politicamente ou não. “Ser lido”, hoje, passa por aí. E posso apostar que a poesia ganhará muito com isso.

E a política perde muito com todo esse acontecimento.

Mas eu ainda acredito na justiça de nossos Juízes.

Que sempre estará do lado justo dasociedade.

Enquanto houver Juízes haverá justiça.

01/12/2019

Carlos Ferreira.

Repórter e Fotógrafo.

DRT 0012376/DF

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